This is our time

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“When we were five, they asked us what we wanted to be when we grew up… our answers were things like astronaut, president… or in my case a princess. When we were ten, they asked again, we answered rockstar, cowboy, or in my case a gold medalist. But now that we’ve grown up, they want a serious answer. Well how about this: who the hell knows? This isn’t the time to make hard and fast decisions, this is the time to make mistakes. Take the wrong train and get stuck somewhere. Fall in love, a lot. Major in philosophy, because there’s no way to make a career out of that. Change your mind and change it again, because nothing is permanent. So make as many mistakes as you can. That way, someday, when they ask us what we wanna be… we won’t have to guess. We’ll know.”

Discurso de graduação de Jessica Stanley (Anna Kendrick) no filme Twilight Saga – Eclipse.

Sempre gostei deste discurso. Há quem seja obrigado a seguir a profissão dos pais ou que os pais querem, há quem escolha a profissão que quer ter e sabe o que quer, ou há quem não saiba que rumo tomar. Eu sempre soube o que queria ser e quando me deparava com pessoas que diziam que não sabiam o que seguir pensava o quão horrível devia ser e dava graças por felizmente saber o que queria, mesmo que isso mudasse constantemente, eu tinha sempre algo que queria fazer. Apanhei comentários derivados em relação às profissões que queria exercer, maior parte negativos. E agora vejo-me no lugar que nunca pensei vir a temer. A primeira vez que me perguntaram o que queria ser foi na primária, acho que o único sítio onde me fizeram essa pergunta foi na escola, nunca mais ninguém me perguntou o que gostaria de fazer, a minha resposta foi imediata e disse que queria ser tratadora de cavalos. Como devem adivinhar foi risada geral e nesse momento passaram-me vários pensamentos pela cabeça. “Será que disse mal?”, “é uma coisa assim tão má?”, “porque é que eles se estão a rir?”, entre outros. Depois quis ser massagista até aos 12 anos e a partir daí comecei a concentrar-me mais na minha paixão pela música, pensei em ser assistente de bordo, actriz, decoradora de interiores, etc. E agora vejo-me no patamar de não saber o que quero fazer, o que será melhor para mim, ainda tenho 3 anos para pensar nisso mas é assustador. Em relação a ser massagista já vou ter boas bases no curso, mas será que é uma área boa o suficiente para me sustentar? Será mesmo aquilo que quero? E se for para fora de Portugal, terei boas oportunidades de emprego? Sinto-me perdida e sem saber o que fazer, porque por um lado não posso só pensar em algo que goste mas que também dê alguns frutos, tenho de juntar os dois em um e tentar conciliar com o tipo de vida que quero ter, que é outro ponto que me queima o cérebro. Agora percebo o que as outras pessoas passam.

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